Santigo, Chile – dia 1: chegada, terremoto e 40 horas sem dormir

O primeiro dia de viagem foi repleto de emoções – e nenhuma delas estava nos nossos planos

Voltamos! Depois de quatro dias incríveis em Santiago, no Chile, cá estamos de volta com muuuuuuuuuuuita coisa pra contar.

A primeira delas vai para o roteiro. Na véspera da viagem revisamos o roteiro que estávamos programando e absolutamente todos os nossos passos estavam programados para os quatro dias de viagem. Para isso, utilizamos o nativoo, que foi muito útil, principalmente porque ele coloca todos os lugares que você pretende visitar em um mapa, o que ajuda bastante para ver o tamanho do deslocamento real que você pretende fazer. A boa notícia é que ele é muito intuitivo e fácil de mexer. A má notícia, para nós, é que na prática, não conseguimos fazer tudo que queríamos.

Isso não quer dizer que a gente não se divertiu – calma lá. Nos divertimos MUITO! Aproveitamos demais! Só que estávamos abertos para alterações em cima da hora por inúmeros fatores, e foi assim que aconteceu.

 

O suspense da ida

Tudo começou  ̶h̶á̶ ̶u̶m̶ ̶t̶e̶m̶p̶o̶ ̶a̶t̶r̶á̶s̶ ̶n̶a̶ ̶i̶l̶h̶a̶ ̶d̶o̶ ̶s̶o̶l̶  na véspera. Sabíamos que a greve geral do dia 28 (dia do nosso embarque) também atingiria os aeroportos e estávamos receosos DEMAIS se conseguiríamos embarcar ou não. A LATAM ofereceu a antecipação do voo ou alteração para até 15 dias, de forma gratuita, mas fiquei quase três horas tentando falar com a companhia por telefone para fazer a remarcação e não consegui, então fui até o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, que fica muito próximo da nossa casa, para tentar a remarcação pessoalmente. Cheguei lá e adivinha? Não tinham mais voos. E nós não tínhamos mais agenda para viajar outro dia. Ou íamos na sexta ou não iríamos mais.

O conselho que recebi da atendente era de chegar cerca de quatro horas antes do voo no aeroporto, porque essa era a orientação que eles haviam recebido para repassar aos passageiros. Como o nosso voo estava previsto para 06h35, teríamos que chegar às 02h30, mais ou menos. Nem conseguimos dormir de tanta tensão.

Chegamos no horário, mas fomos informados que o check-in seria aberto às 03h30. Ok, uma hora só de espera, estávamos no lucro. O tempo foi passando e adivinha? Nenhum funcionário da LATAM havia chegado ao aeroporto. Por volta de 05h20, os funcionários começaram a chegar e o check-in foi aberto. Nesse meio tempo, nenhuma informação foi fornecida. Não haviam funcionários no aeroporto, o aplicativo da LATAM não permitia fazer check-in e não havia nenhuma sinalização do voo. O nível de ansiedade era tanto que, apesar do sono, não conseguíamos nem cochilar para esperar.

Momentos de tensão às 02h57: em dias normais, o check-in estaria aberto :/ E não havia NINGUÉM que pudéssemos falar

Check-in feito e o aviso: “o portão de embarque é muito longe e vocês já devem embarcar imediatamente, sugerimos que vocês sejam rápidos”. Se existisse alguma medalha para a modalidade “corrida em aeroportos”, certamente teríamos conseguido uma. Corremos tanto e o lugar era tão longe que acabamos despertando do sono. Chegamos lá e… nada. Nadinha, zero, ninguém, nem mosca.

Mais uma vez, sem nenhum funcionário presente, não tínhamos a menor ideia de que horas íamos embarcar. Eu já havia combinado um horário com o anfitrião da casa que nos receberia no Airbnb, enviei uma mensagem para ele avisando que o voo estava atrasado e que não sabíamos que horas, de fato, chegaríamos.

No fim das contas, ao invés de decolarmos às 06h35, nosso voo saiu às 08h10. Sem nenhuma informação da tripulação, nadinha.

O voo 

O voo até Santiago leva, aproximadamente, quatro horas – tempo que a LATAM fez questão de tornar muito ruim, até para descansar. No site existe uma opção para marcar se você precisa ou não de refeições especiais e, como eu sempre passo mal, pedi a minha sem lactose. No voo da ida esqueceram do meu pedido, então acabei comendo o mesmo lanche que o Rodrigo – que não seria nenhum problema, se o sanduíche não tivesse gosto de mofo. 🙁

Sanduíche Gourmet: delicioso sabor de lanche velho #SQN

Importante: prepare o coração para a passagem pela Cordilheira dos Andes. É um visual de tirar o fôlego!

Maravilhoso!

Desembarque – imigração

No voo foi entregue o formulário de imigração padrão e o desembarque foi bem rápido, mas ficamos mais de uma hora na fila onde presenciamos o primeiro terremoto de nossas vidas – a sensação é impossível de descrever.

A “entrevista” de imigração é muito simples: basta entregar o formulário preenchido corretamente e os documentos de identificação. O agente vai entregar um papel de autorização de entrada no país que você deverá guardar para entregar quando estiver voltando ao Brasil. Isso é muito importante, ok? Não ande com esse papel pelas ruas e deixe em um local seguro para não correr o risco de perder.

Depois da imigração, vem o Duty Free de Santiago, que é bem pequeno, mas muito bem servido – já adiantando, achamos o da volta bem maior e mais atraente, nada comparado ao do Rio, que infelizmente não pudemos ver com calma, já que estávamos correndo.

PS: o Aeroporto de Santiago possui wi-fi gratuito. 

Transporte

Do aeroporto de Santiago existem várias maneiras de se locomover até a cidade: mini vans executivas, táxi ou ônibus de transporte que param em algumas estações de metrô. Uber na cidade não é legalizado e os motoristas morrem de medo de serem pegos transportando passageiros do aeroporto até a cidade, mas caso você opte por um Uber, deve sair pelo portão 4 ou 5, atravessar a rua e esperar em frente ao hotel Holiday-Inn.

O assédio dos motoristas de táxi no saguão do aeroporto, na área de desembarque, é o pior que já vi em toda a minha vida. Quando o Rodrigo acabou respondendo que pedimos um Uber, o taxista praticamente nos xingou.

Optamos pelo Uber porque já estávamos há mais de 24 horas acordados e queríamos guardar a disposição para o primeiro dia de viagem.

Acomodação

Por causa do atraso do voo e do tempo na imigração, chegamos muito mais tarde na casa que alugamos do que planejávamos e quando chegamos o anfitrião não estava lá, mas chegou logo e ainda deu uma carona pra gente até o metrô. Então foi só o tempo de deixarmos nossa mala e colocarmos os chinelos (alô Havaianas! ♥) para irmos até o shopping, onde íamos comer alguma coisa e comprar os chips para os celulares.

Continua…

Comentários

Comentários

Escrito por Samanta Vicentini

Especialista em fazer a família feliz, cozinheira de mão cheia e viajante de fim de semana. Colecionava papel de carta e ainda chora com desenhos animados. Trocou SP pelo Rio por amor e fez até amizade com o verão. ♥