Tour dos Estádios: Museu do Futebol – Estádio Pacaembu

Vamos começar a dividir com vocês um dos nossos projetos pessoais: o Tour dos Estádios.

Como somos um casal altamente envolvido com futebol, decidimos visitar estádios em todos os lugares que formos. Já temos alguns marcados na agenda, mas não podíamos começar com outro senão aquele que tem o maior acervo do país: o Museu do Futebol, localizado no Estádio Pacaembu, em São Paulo.

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Primeira parada do #TourDosEstádios: Museu do Futebol!

Fizemos esse passeio há alguns meses, junto com um casal de amigos também apaixonado pelo velho esporte bretão. Já se aproximava das 16h00min e o museu funciona até às 17h00min, com permanência até às 18h00min. Importante ressaltar que o museu não funciona às segundas e durante a Copa do Mundo haverá um esquema diferente, com horários especiais de visitação, então vale a pena ficar de olho no site para estar atento a qualquer mudança.

O valor do ingresso é de R$ 6,00 (inteira) e pode ser pago em dinheiro, cartão de débito ou crédito. Professores da rede pública aposentados, estudantes com carteirinha, maiores de 60 anos e aposentados (mediante comprovação) tem direito ao benefício da meia-entrada. Além disso, a entrada é gratuita para deficientes (e aí a gratuidade estende-se para um acompanhante), crianças até sete anos (mediante comprovação) e professores da rede pública (mediante apresentação de contracheque atual).

É um passeio que vale a pena ser feito com toda a família ou amigos. Por mais que seja um ambiente inteiramente voltado aos fãs de futebol, resumi-lo a isso seria uma injustiça sem tamanho. Até quem não gosta do esporte irá se encantar com o passeio, pela riqueza de imagens, informações e fatos históricos apresentados. Não é uma aula de história do futebol, e sim uma aula de história completa, tendo um dos maiores fenômenos da cultura mundial – o futebol – como personagem principal.

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Museu do Futebol: programa para toda a família!

O acesso ao Pacaembu é simples. Ele fica na Praça Charles Miller, s/n°. A estação de metrô mais próxima é a Clínicas, mas também é possível utilizar a estação Palmeiras/Barra Funda. Caso opte pelo carro, a praça é utilizada como estacionamento, através do sistema Zona Azul. E uma iniciativa bem bacana por parte do museu, foi a criação de um bicicletário, já que esse tem sido um meio de transporte cada vez mais usado em grandes cidades. Mas atenção: são apenas 12 vagas para bicicletas e elas situam-se ao lado direito da bilheteria do museu.

O interior do museu é dividido em 16 etapas. Não irei detalhar todas porque as sensações vividas são muito pessoais e vocês devem ver tudo de perto, mas falarei das que mais nos agradaram.

Grande área

Essa é logo a primeira sala. Nela encontram-se reproduções de objetos que relembram a história do futebol brasileiro. São flâmulas (eu adoro elas), ingressos, a Jules Rimet, fotos, escudos, mascotes… você encontra um pouco de tudo lá.

Anjos barrocos

É a quarta etapa do passeio. Nessa sala o visitante tem acesso a 25 projeções de alguns dos maiores jogadores do futebol brasileiro. Foram eles que construíram a nossa história e estão eternizados no museu. As fotografias originais foram tratadas e cortadas, então a projeção – em tamanho real – é apenas do corpo de cada atleta (e não de toda a situação do jogo). Pelé, Ronaldo, Romário, Garrincha, Didi, Nilton Santos, Ronaldinho Gaúcho… todos estão lá.

Gols

A quinta etapa do passeio reúne 26 gols do futebol brasileiro, narrado por ilustres vozes que embalaram os jogos das nossas vidas. Desses 26 depoimentos, nove são de Copas do Mundo, oito são de times de São Paulo, seis do Rio de Janeiro, dois do Rio Grande do Sul e um de Minas Gerais. O último depoimento foi particularmente especial para mim, pois reúne jogadas de Garrincha pelo Botafogo e pela seleção brasileira. Lágrima nos olhos? Imagina…

Rádio

Na sexta etapa podemos ouvir narrações de rádio que ajudaram a construir a história do esporte no Brasil. São nove cabines com gravações de 1934 até 2006, de gente como Ary Barroso, José Carlos Araújo, Jorge Cury, Osmar Santos, Gagliano Netto e outros, totalizando 15 vozes diferentes.

Exaltação

É a sétima etapa (sim, essa sequência da quarta à sétima etapa é matadora). Um dos lugares mais emocionantes do passeio, pois estamos no meio das estruturas da arquibancada, inundados por imagens de torcedores em estádios, ouvindo os cantos das maiores torcidas do Brasil. Se alguém não se arrepiar aqui, pode voltar para casa.

Rito de passagem

Uma sala comprida, escura, com apenas um telão no fundo. Deve ser exatamente essa visão que o jogador tem quando vai bater um pênalti decisivo. Só que aqui, na décima etapa, nós assistimos a derrota do Brasil na Copa de 1950, em pleno Maracanã, contra o Uruguai. Ghiggia, eu te odeio.

Copas do Mundo

Foi a minha etapa preferida. É a décima primeira e mostra, numa infinidade de monitores, imagens dos mundiais de futebol. Mas o mais legal é que o assunto não fica restrito ao futebol. Imagens de todo o contexto social, cultural e histórico das épocas são exibidas. Tem a Tropicália, os Beatles, a ditadura militar – Brasil, ame-o ou deixe-o – guerra do Vietnã, além das nossas conquistas e derrotas. 1994 e 1998 foram particularmente especiais para mim.

Pelé e Garrincha

Na décima segunda etapa, mais uma vez algo que mexeu pessoalmente comigo. Pelé foi o maior, mas Garrincha foi do meu time. E foi um dos líderes daquele esquadrão alvinegro nos anos 60. É incrivelmente emocionante ver o que esses dois conseguiam fazer com a bola nos pés, como eram infinitamente superiores aos mortais que jogavam com eles e tudo que conquistaram. A estrela no meu coração bateu mais forte.

Todas as etapas são igualmente fantásticas, cada uma com sua peculiaridade. Alguns irão se interessar mais por uma do que por outras, logicamente, mas é impossível não se perder em cada uma delas, admirando toda aquela grandiosidade que é o futebol brasileiro.

Importante: não é possível fotografar no interior do museu, apenas na área que dá acesso ao estádio.

Recomendo demais o passeio! (E depois quero saber o que vocês acharam de lá)

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Escrito por Rodrigo Rebelo

Carioca, marido, pai, boleiro e, sempre que possível, presente nos tatames de jiu-jitsu. Além de marketar há alguns anos, também lavo, passo, mas não cozinho - prefiro evitar que a cozinha exploda. Apaixonado e dedicado em sempre arrancar um sorriso daqueles que amo.

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