Viagem: Ilha Grande / RJ

Passeios e viagens devem, sempre que possível, fazer parte da rotina de uma família. É uma ótima forma de se afastar dos problemas cotidianos, conhecer lugares e culturas novas e passar mais tempo junto daqueles que amamos.

Para começar essa seção, vou falar de uma viagem que fizemos há alguns meses e que recomendo que todos façam: Ilha Grande. A viagem foi feita em setembro, na comemoração do nosso primeiro ano juntos e também do nosso noivado.

Ilha Grande / RJ
Ahhh… Ilha Grande!

Indo para a Ilha

Fechamos tudo com três meses de antecedência, pois assim a Samanta conseguiu um bom desconto na passagem aérea. Ela ainda estava morando em São Paulo, então havia toda a logística de chegar no Rio para, só depois, partirmos juntos para Ilha Grande. O plano era ela chegar aqui na sexta-feira à noite para partirmos no sábado pela madrugada manhã. Para os que vão de Mangaratiba, fica a dica: a Barcas S/A disponibiliza apenas um barco saindo pela manhã, às 08:00 e outro voltando da ilha para Mangaratiba às 17:30. Justamente por isso deve-se chegar cedo lá. A única empresa que faz o trajeto Rio x Mangaratiba é a Viação Costa Verde e o primeiro ônibus sai da Rodoviária Novo Rio às 05:00. Foi exatamente esse que pegamos.

Existem outras formas para chegar e sair da Ilha, como táxis-boats e outros barcos particulares, mas a que mais chama atenção é a Speed Connection. O valor é um pouco salgado (R$ 75,00 na baixa temporada), mas vale a pena pela praticidade. São vans que saem de alguns pontos do Rio de Janeiro e vão até Conceição de Jacareí, que é distrito de Mangaratiba. De lá até a Ilha Grande, são mais 40 minutos de um passeio de escuna bastante agradável. Na volta é o mesmo esquema: escuna até o continente e de lá vans para locais específicos do Rio de Janeiro.

Onde ficar?

Existem diversas opções de campings e pousadas. Eu, particularmente, já passei da idade de acampar e faço questão de certo conforto. Samanta pensa da mesma forma e optamos por pousada. Não fazíamos questão de nada muito luxuoso, até porque pretendíamos passar boa parte do dia na rua. Entre diversas pousadas diferentes, optamos pela Mata Nativa, que tem um preço bastante acessível e é muito charmosinha. Ficamos e um chalé que, além da cama de casal, tinha banheiro e mais um quarto com beliche e uma cama de solteiro. Como a Vila do Abraão não é muito grande, nem nos preocupamos com a localização porque certamente seria perto de tudo. E realmente era.

A Vila do Abraão te receberá nesse cais
Entrada na Vila do Abraão

O que fazer na Ilha?

Quando se diz a palavra “ilha”, fica a impressão de um lugar deserto, onde as pessoas só vão para ir a praia e ficar vendo o mar subir e descer. Mas a Ilha Grande é muito mais do que isso.

Além, claro, das praias e cachoeiras, existe uma quantidade considerável de bons restaurantes, sorveterias, lanchonetes, mercadinho, farmácia… enfim, tudo que faz com que a viagem seja agradável e despreocupada. Mas atenção: isso tudo só está disponível na Vila do Abraão e não existem caixas eletrônicos. Então, por mais que os estabelecimentos aceitem cartão de crédito e débito, leve dinheiro em espécie. É melhor do que ser surpreendido por algum contratempo.

Seria impossível falar em apenas um post tudo que a Ilha tem a oferecer, então irei me restringir aos programas que fizemos dessa vez.

Logo após fazer o check-in na pousada e deixar as bagagens no chalé, saímos para ver quais passeios ainda estavam disponíveis no dia. O mais interessante era o de Lopes Mendes. Eu já havia ido a essa praia e não via a hora de voltar. É a praia mais bonita que já vi na vida e compensa os 40 minutos de trilha leve que tem de se fazer até chegar lá. O barco não para nessa praia. Ele deixa as pessoas na praia de Pouso e de lá o resto do trajeto e a pé. Vale a pena. O final da trilha é emocionante, pois é rodeado de mato até a chegada à areia da praia. E a visão que se tem ao chegar lá é a coisa mais bonita do mundo.

Aperitivo do que você encontra quando termina a trilha de Lopes Mendes
Aperitivo do que você encontra quando termina a trilha de Lopes Mendes

É uma praia muito procurada para a prática do surf, então é necessário ter cuidado no mar. Não tem muitos buracos na areia, o que facilita bastante, e se o mar não estiver muito agitado, até quem não sabe nadar – que é o meu caso – pode se divertir bastante.

Ao retornar para o Abraão, fomos abordados pelo Alex, guia turístico da agência Elite Dive Center, que nos vendeu o passeio. Depois de perguntar se havíamos gostado, ele informou que um passeio que nem sempre está disponível aconteceria no dia seguinte: a volta na Ilha Grande.

Esse passeio tem algumas restrições por conta do mar. Se estiver muito agitado, os barcos não tem permissão para ir até o lado sul da Ilha, por ser mar aberto. Mas as condições climáticas haviam melhorado e o passeio seria viável. É o passeio mais caro da Ilha (R$ 180,00 – bem acima dos R$ 20,00 que pagamos para Lopes Mendes), mas aparentava valer cada centavo.

No dia seguinte, na hora marcada, estávamos lá. O barco para este passeio é pequeno, no máximo doze pessoas, e dispunha de coletes salva-vida, água e refrigerante. Bebidas alcoólicas deveriam ser levadas a parte por quem quisesse.

Em 8 horas de passeio, iríamos dar a volta completa na Ilha Grande e parar em diversas praias. As únicas que não poderíamos descer eram as praias de Dois Rios, onde fica o antigo presídio da Ilha Grande (para onde foram presos políticos da ditadura militar e, entre outras coisas, foi onde começou o Comando Vermelho – dê um Google, a história do lugar vale a pena), e as praias do Leste e do Sul – que são utilizadas para pesquisas da UERJ. No caso das duas últimas, o acesso é liberado apenas mediante autorização do governo e na primeira qualquer um pode visitar, desde que chegue por trilha – barcos não podem ancorar.

As demais paradas são em Caxadaço, onde há uma trilha que leva às pedras, que proporcionam um visual lindo, perfeito para fotos, Parnaioca, Aventureiro (a mais bonita do passeio, na nossa opinião), Meros, Lagoa Verde e Maguariquessaba, onde comemos, por último e  retornamos ao Abraão. Dica: o almoço é a última parada deste passeio, então vale a pena levar alguns biscoitos ou lanchinhos rápidos para beliscar durante o dia.

Mapa de praias de Ilha Grande
Mapa de praias de Ilha Grande

Não apenas aparentou valer cada centavo. Valeu e MUITO o dinheiro investido.

Mas vale lembrar que esses são os valores cobrados na baixa temporada. Na alta não nos foi informado quanto custam os passeios, o guia só disse que eram mais caros.

No final das contas, fizemos uma viagem extremamente agradável e sem gastar muito dinheiro. Chegar até a Ilha Grande é muito fácil, então é um passeio que pode ser feito em um final de semana comum, sem a necessidade de um feriadão – o que ainda faz com que o lugar não esteja tão cheio.

E você, já foi para a Ilha Grande? O que achou de lá? Conte-nos a sua experiência nesse paraíso.

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Escrito por Rodrigo Rebelo

Carioca, marido, pai, boleiro e, sempre que possível, presente nos tatames de jiu-jitsu. Além de marketar há alguns anos, também lavo, passo, mas não cozinho - prefiro evitar que a cozinha exploda. Apaixonado e dedicado em sempre arrancar um sorriso daqueles que amo.

2 Comments

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  1. Já fui! Fiquei na Vila do Abraão. Fiz alguns passeios de barco e achei tudo incrível. Quero muito voltar. Para a própria a Vila e também para Aventureiro – que dizem ser muito lindo -, em duas viagens distintas. Não tive a chance do passeio completo, como vocês fizeram. Mas fiz caminhadas e curti bastante as outras praias

    E como tem cachorro em Ilha Grande! Bastante! também notaram? Vi cães soltos, serelepes pela ilha. Há os que tem dono e os que ‘não são de ninguém e são de todo mundo’. Vivenciei inclusive algumas cenas engraçadas de cães no mar raso ‘pescando’ – mas garanto que os peixinhos são treinados, nada de dar moleza! Vale ressaltar isso, né?! Vai que alguém tem medo?!

    Aliás, será que consigo levar meu monstrinho (um staffbull) comigo nas próximas idas? Rs. O post me inspirou. Vou ficar agora arquitetando minha próxima aventura. 😉

    • Ly, se eu pudesse, voltaria a Aventureiro sempre! Ainda tivemos a sorte do mar estar calminho, calminho, sem onda alguma. Foi lindo! ♥

      Relembrando a viagem neste post, ficamos morrendo de vontade de voltar, mas em alta temporada fica inviável pra gente, então, quem sabe setembro de novo? 🙂

      Foi a terceira vez que fui pra Ilha Grande e não reparei nos cachorros. Sério! o.O

      Em uma pesquisa rápida, achei um filtro no Trip Advisor sobre hotéis que aceitam cachorros em Ilha Grande: http://bit.ly/1mn1VI8 Na próxima vez que formos, vamos levar o Vini e pretendemos voltar com mais informações e dividir experiências de uma viagem de família, incluindo o cachorrinho! 😉

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