Conheça as doenças comuns no verão e veja como se prevenir delas

A estação mais quente do ano está aí e é importante estar atento aos detalhes.

Dengue e leptospirose são algumas das principais doenças comuns no verão. Confira a lista.

Ao contrário do que muitos pensam, não é apenas o inverno que tem doenças características. A estação do ano preferida de boa parte dos brasileiros também inspira cuidados e, por isso, separamos algumas doenças comuns no verão e ensinamos a melhor maneira de se proteger delas.

É importante lembrar que prevenção não é a mesma coisa que abdicar da diversão. Essa época do ano é caracterizada pelas férias, viagens e passeios em família e com amigos. A nossa intenção é informá-lo sobre como aproveitar da melhor forma e não deixar que as doenças comuns no verão estraguem o seu momento de lazer e diversão. Vamos à lista.

Bicho Geográfico

Quando eu era pequeno achava esse nome muito engraçado. Toda vez que ouvia “Bicho Geográfico”, ficava imaginando uma marca na pele parecendo o mapa de algum país – e, confesso, essa imagem ainda passa pela minha cabeça de vez em quando. Essa doença é ocasionada pela larva migrans cutânea (LMC) que é transmitida pelas fezes de gatos e cachorros. A larva, após alcançar o interior da pele, “caminha” pelo local traçando contornos que são perceptíveis a olho nu, causando coceira, inchaço e vermelhidão. A forma mais comum de contágio é através dos nossos pés, pelo contato direto com gramados e areia, ambientes que retém umidade e protegem as larvas do calor. O tratamento é feito através da ingestão de vermífugo, que elimina a larva migrans da pele, e o ideal é que os donos de cachorros recolham as fezes de seus animais.

Brotoeja

Qual criança nunca ouviu falar em “brotoejas”? Essa doença de nome estranho nada mais é do que a obstrução das glândulas sudoríparas, que causa uma forte irritação na pele. Isso ocorre por uma série de motivos diferentes, como uso de roupas muito fechadas, cremes, gel ou sprays que possam irritar a pele. Até mesmo os protetores solares – imprescindíveis nessa época do ano – podem acarretar brotoejas. A melhor forma de prevenção é optar por roupas leves, de algodão, e filtros solares em spray/gel que sejam os mais indicados para a sua pele.

Câncer de pele

Sem sombra de dúvidas, entre todas as doenças comuns no verão, essa é a mais grave e uma das quais mais precisamos nos preocupar. É o tipo de câncer mais comum em todo o mundo e a prevenção é feita com o uso constante do protetor solar mais indicado para a sua pele. O produto deve ser passado trinta minutos antes de sair ao sol e precisa ser reaplicado de hora em hora, em caso de exposição intensa aos raios solares. Chapéus, bonés e óculos e sol também são itens interessantes de ser utilizados.

Conjuntivite

A Conjuntiva é a membrana que reveste o globo ocular e essa doença nada mais é do que a inflamação dela. No verão, a forma mais comum é a bacteriana, isso porque as bactérias causadoras se propagam na água e contaminam os olhos durante mergulhos na praia ou piscina. Mas essa não é a única forma de contágio. Levar as mãos sujas aos olhos potencializam as chances de contrair a doença, então mantê-las limpas e evitar compartilhar objetos pessoais, como óculos ou toalhas, é recomendável. Os desconfortos causados pela conjuntivite são inchaço, ardência, fotofobia e vermelhidão.

Dengue

Todo ano é a mesma coisa. Vem chegando o verão e as notícias de epidemias de dengue e proliferação do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da doença, não param de surgir. Um misto de falta de preocupação do poder público com descaso da população, que insiste em deixar caixas d’água destampadas, garrafas abertas, vasos de plantas com água parada e outros focos de reprodução do mosquito. É essencial que façamos a nossa parte e estejamos atentos aos perigos que nos rondam no dia a dia.

O famoso mosquito que devemos combater

Desidratação

A combinação é devastadora: calor + suor + pouca água ingerida = desidratação. Quando o organismo perde mais água do que ganha, as células mais sensíveis à falta de líquido podem falar. Os sintomas vão desde pele e boca ressecadas até convulsões e coma! O recomendado, principalmente nessa época do ano, é a ingestão constante de líquidos frescos, consumo de alimentos saudáveis, permanecer em ambientes arejados e utilizar roupas leves.

Fitofotodermatose

Talvez, de nome, essa seja a doença menos conhecida entre todas dessa lista. Mas certamente você já viu alguém se queimar com raios de sol após respingar o limão daquela caipirinha deliciosa na pele, não é mesmo? Essas queimaduras costumam desaparecer após quatro semanas, mas, em alguns casos, podem levar anos para sumir da pele. Ainda que, em tese, seja apenas um problema estético, essas queimaduras podem prejudicar a pele e acelerar o envelhecimento. A melhor forma de prevenir é lavar bem as mãos após o contato com frutas cítricas antes de expor-se ao sol.

Hepatite A

O grande ponto de encontro do verão em cidades como o Rio de Janeiro, é a praia. O lugar mais democrático, onde todo mundo só quer aproveitar o sol e o mar. E é justamente no segundo que está o problema que pode causar a Hepatite A. As águas poluídas são responsáveis pela contaminação do vírus que causa a doença, caracterizada por náuseas, vômitos e pelo amarelamento da pele e dos olhos. A melhor forma de prevenção é a vacina, que atualmente já faz parte do calendário básico de imunização infantil, oferecido pelo Ministério da Saúde.

Mantenha a vacinação do seu filho em dia

Insolação

Trata-se de um distúrbio no mecanismo de controle da temperatura do corpo, proveniente da exposição prolongada a um ambiente quente e seco, geralmente envolvendo exposição direta ao sol. Este distúrbio provoca um mal-estar generalizado, com ocorrência de febre alta, pele seca e avermelhada, pulsação acelerada, falta de ar, enjoo, vômitos, tonturas e até desmaios. Para se manter afastado dos males da insolação, evite expor-se ao sol entre as 10h e as 16h, mantenha o corpo hidratado, consumindo água e sucos com frequência, aplique o protetor solar 30 minutos antes de sair ao sol e repasse de hora em hora.

Intoxicação alimentar

É a reação do organismo após a ingestão de alimentos contaminados por micro-organismos nocivos. As altas temperaturas do verão dificultam a conservação adequada de alguns alimentos e contribuem para a proliferação destes micro-organismos. Após o consumo, as reações são de náusea, febre, vômitos, diarreia e desidratação, causando um mal-estar generalizado. Verificar quesitos como consistência/aroma/odor dos alimentos e utilização de luvas/toucas nos estabelecimentos gastronômicos ajudam na prevenção da intoxicação. Evitar comidas de ambulantes e alimentos contendo ovo/peixe sem procedência conhecida também é importante.

Leptospirose

A doença é causada por uma bactéria encontrada na urina dos ratos e, infelizmente, devido à falta de saneamento e um sistema de esgoto/escoamento de águas eficaz nas grandes cidades, ela tem uma incidência maior no verão. As fortes chuvas que caracterizam o período são responsáveis por grandes alagamentos e o contato com as águas contaminadas facilitam o contágio. Febre, dor muscular intensa e olhos amarelados são os sintomas mais comuns, porém a doença pode evoluir para um quadro grave de insuficiência renal. O tratamento consiste no uso de antibióticos que precisam ser utilizados até o fim da infecção.

Um prato cheio para a proliferação da doença (Pablo Jacob/ Agência O Globo)

Melasma

Uma breve exposição ao sol por parte das mulheres pode desencadear manchas escuras na região da testa, da maçã do rosto e do buço. Esse é o melasma, uma condição associada a fatores hereditários e hormonais. O uso diário de protetor solar com base, que oferece uma dupla camada de proteção contra a luz visível, ajuda a evitar o problema. Mas é necessário consultar um dermatologista para verificar qual produto é o mais indicado para a pele de cada uma.

Micose

O calor e a umidade são a combinação perfeita para a proliferação de fungos causadores de micoses, infecções que provocam coceira e manchas brancas ou vermelhas na pele. Manter o corpo seco evita o problema: enxugar-se bem após o banho (principalmente nas regiões das dobras, como axilas e entre os dedos dos pés), não permanecer muito tempo com roupas molhadas e vestir tecidos que favoreçam a transpiração, como o algodão.

Otite

É todo tipo de inflamação ou infecção no canal do ouvido. Ocorre com maior frequência no verão, pois o acúmulo de água do mar ou da piscina no canal auditivo é um prato cheio para seu desenvolvimento. A otite é bastante incômoda, por provocar dor de ouvido aguda e, em alguns casos, febre. Pode ser evitada com alguns hábitos simples, como não passar tempos exagerados em atividades de imersão e evitar permanecer na água logo após os primeiros sinais de dor.

Mergulhar é delicioso, mas os cuidados são necessários

Com essas dicas você poderá se prevenir das doenças comuns no verão e poderá aproveitar as férias das crianças com maior segurança, tendo a certeza do que fazer e do que não fazer para manter a saúde em dia. Agora corra para praia ou para a piscina e divirta-se 🙂

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Escrito por Rodrigo Rebelo

Carioca, marido, pai, boleiro e, sempre que possível, presente nos tatames de jiu-jitsu. Além de marketar há alguns anos, também lavo, passo, mas não cozinho - prefiro evitar que a cozinha exploda. Apaixonado e dedicado em sempre arrancar um sorriso daqueles que amo.