6 dicas para elevar a autoestima dos filhos

Estimular a confiança fortalece a segurança e traz muitos benefícios na vida adulta

Se você tem filhos, com certeza já passou por aquele momento em que parou e pensou no tamanho da responsabilidade que é criar um ser humano. Se a sua ficha ainda não caiu, não se preocupe: cedo ou tarde esse momento vai chegar e, meu amigo, a reflexão é de enlouquecer qualquer um.

Como influenciadores diretos, os pais têm um papel fundamental para nutrir e potencializar a autoconfiança e autoestima dos filhos. Vale lembrar que a capacidade de valorizar a si mesmo é um processo que começa a ser construído desde muito cedo – e ao longo da vida. Assim, as mensagens que o filho recebe – a partir do meio em que ele vive – criam o “sistema de crenças”, o qual influenciará sua personalidade futura.

Por isso, pedimos ajuda a personal coach Claudia Dias, especializada em comportamento e desenvolvimento humano, que elaborou algumas dicas valiosas para os pais que desejam cultivar a autoestima dos filhos e torná-los adultos mais confiantes.

1 – Estabeleça um modo positivo de se comunicar
Ao criticar de maneira inadequada – apontando e reforçando na criança um senso de inferioridade e incapacidade, interferimos negativamente no processo de construção da sua autoestima. Procure, então, interagir de modo positivo. Um bom exemplo é substituir algumas expressões como “Você nunca aprende” por “Sei o quanto você é capaz. Acredito em você”. Outra maneira efetiva é sugerir: “O que podemos fazer para mudar isso, juntos?”. Perceba a importância das suas palavras. Escolha as que valorizam e estimulam a segurança do seu filho.

2 – Reforce o senso de competência
Quando o pequeno estiver diante de algum desafio, como a dificuldade em realizar a tarefa da escola, ou aprender uma matéria mais difícil, demonstre compreensão. Dialogue no sentido de mostrá-lo que sua capacidade é maior em relação à questão a ser superada. E isso vale para todas as situações. Uma boa maneira de fazer isso é exaltar suas habilidades. Assim, você consegue reforçar o senso de competência, tornando-o mais confiante e ciente de seu valor.

3 – Elogie
Sentir-se reconhecido é essencial para os filhos, em qualquer idade. O elogio atua como um estímulo ao seu desenvolvimento e autoconfiança. Vale lembrar, entretanto, que não se trata de concordar com comportamentos inadequados e, sim, enaltecer seus momentos de conquista. Ao reconhecer suas realizações cotidianas, você reforça o seu valor e importância.

4 – Evite rótulos
Dizer a uma criança que ela é “bagunceira”, “desobediente”, “terrível”, entre outros termos, não é a maneira ideal de gerar uma mudança positiva no seu modo de agir. Experimente, então, separar o indivíduo (criança) da conduta que ela apresenta. Ao dizer “Seria bom se você deixasse de fazer bagunça”, repare que o termo “fazer bagunça” é comportamento, enquanto o “ser bagunceiro” é a identidade. Portanto, desaprove o comportamento, não a pessoa.

5 – Destaque os pontos positivos
Não se trata de supervalorizar aquilo que seu filho tem como compromisso (dever). Mas demonstrar seu reconhecimento quando ele realiza, de fato, algo bacana. Por que não parabenizá-lo? Vale, inclusive, reforçar a importância do esforço dele. E, sobretudo, não esqueça de dizer: “Estou com muito orgulho de você!”. Essa simples atitude faz bem para ambos, pais e filhos.

6 – Demonstre confiança
Isso faz toda diferença na formação da autoestima de uma criança. Tenha certeza disso. Cabe ressaltar ainda, que já vivemos em um mundo com muitos criticando – e apontando defeitos – e poucos preocupados em elevar a confiança do próximo. Portanto, comece com pequenas ações. Elas, certamente, irão contribuir, efetivamente, para seu filho crescer consciente de que alguém (você!) acredita nele. Então, envolva-se com suas histórias, ouça, participe, estimule, reconheça suas superações. Este é o caminho para formar crianças emocionalmente saudáveis, capazes e amadas.

Pensem nisso!

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Escrito por Samanta Vicentini

Especialista em fazer a família feliz, cozinheira de mão cheia e viajante de fim de semana. Colecionava papel de carta e ainda chora com desenhos animados. Trocou SP pelo Rio por amor e fez até amizade com o verão. ♥