Vai viajar de avião ou carro? Cuidado com os ouvidos!

Problemas comuns nos ouvidos podem tornar a viagem um pesadelo.

Festas de fim de ano, férias, descanso… que maravilha! Muitas pessoas aproveitam essa época do ano para viajar e rever familiares que moram longe, mas esquecem que do cuidado com os ouvidos, que se forem ignorados, podem tornar a viagem de lazer em um verdadeiro pesadelo para toda a família.

Em caso de viagem de avião, o médico otorrinolaringologista, Dr. Hugo Fraga Barbosa Leite, explica que se você tem rinite, mesmo que incomode de vez em quando, precisa ficar alerta para pequenos detalhes que podem perturbar.

Se estiver resfriado, com gripe, sinusite ou uma crise de rinite te causando obstrução nasal, isso pode se tornar um grande transtorno durante a viagem. O mau funcionamento nasal pode acarretar no aumento da chance de ocorrerem infecções, como sinusites e otites médias.

Nos aviões, por mais que a cabine seja artificialmente pressurizada conforme ele vai ganhando altitude, há uma variação da pressão atmosférica em relação a pressão ao nível do mar, ou mesmo em relação a lugares com maiores altitudes. Com isso, conforme o avião vai subindo, e a pressão atmosférica diminuindo, o normal seria que houvesse uma saída de ar das orelhas médias e cavidades paranasais, onde a pressão estava maior.

Uma forma, por vezes, eficaz de evitar as dores é mastigar chiclete durante a decolagem e pouso. O movimento da mastigação também ajuda na equalização da pressão nos ouvidos, reduzindo a chance de desconforto.

E na descida do avião ocorre o inverso. Começa a haver a entrada de ar para que as pressões fiquem sempre iguais nas cavidades nasais e nas paranasais e orelha média. Quando essas passagens de ar não estão funcionando bem, e há qualquer bloqueio, essas pressões não conseguem se igualar e a diferença gera de fato uma sensação de pressão seja na face, na testa, atrás dos olhos, na cabeça como um todo, ou nos ouvidos. Quando a diferença é muito grande, a sensação de pressão pode se transformar em dor intensa e até insuportável. E o pior é que pode chegar a ocorrer o chamado barotrauma, que é uma condição gerada por essa diferença de pressão.

Nos ouvidos, pode haver apenas o extravasamento de líquido da mucosa para a orelha média, e algumas vezes pode ocorrer o preenchimento por sangue. Pode também ocorrer a perfuração da membrana timpânica. Tudo vai depender do grau de obstrução das passagens de ar e da diferença das pressões. Em decorrência disso, pode haver sangramentos pelo nariz e pelos condutos auditivos, diminuição da audição e, claro, muita dor.
Como prevenir?
O Dr. Hugo Leite afirma que em algumas situações, o recomendado é não fazer a viagem de avião. Mas, se não for algo tão grave, o recomendado é consultar seu médico de confiança, para que possa lhe passar orientações específicas de prevenção conforme o seu caso. Para prevenir as situações mais graves é importante manter sempre um bom funcionamento nasal, prevenindo ou tratando as congestões. E para manter a mucosa umidificada, o recurso mais fácil sempre é o uso de soro fisiológico.
Viagem de carro
Algumas vezes situações semelhantes podem acontecer no carro, quando se pega uma serra com grandes variações de altitudes, mas o mais comum é a cinetose, que acomete muitas crianças, mas também adultos, que é aquela sensação de enjoo e náusea ao realizar alguns movimentos, como andar de carro, ônibus, navio e até mesmo no caso do avião. Algumas pessoas são mais suscetíveis em uma situação ou outra.
Quem nunca sentiu aquele desconforto em uma longa viagem de carro?
Por exemplo, há pessoas que não sentem problemas ao andar de carro, mas se sentem mal em navios, ou aviões. Há algumas situações que podem piorar a sensação, como o hábito de ler durante essas viagens. Os sintomas associados também podem incluir perda de equilíbrio, sudorese, dores de cabeça, cansaço e tonteiras.
Para tratar e prevenir podem ser feitos alguns exercícios para o sistema vestibular, que possuem resultados de médio e longo prazo. Para evitar esse problema no curto prazo, o ideal é consultar um otorrino para que ele possa avaliar o seu caso e identificar se seu problema é de fato a cinetose. Se for confirmado, ele poderá lhe passar orientações específicas para evitar e diminuir os sintomas, bem como prescrever medicações que possam diminuir o desconforto ou até mesmo para que ele nem cheguem a ocorrer.
Prevenção é sempre o melhor tratamento: cuidado com os ouvidos, sempre, ok?

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Escrito por Samanta Vicentini

Especialista em fazer a família feliz, cozinheira de mão cheia e viajante de fim de semana. Colecionava papel de carta e ainda chora com desenhos animados. Trocou SP pelo Rio por amor e fez até amizade com o verão. ♥