Alergias alimentares: quais os sintomas, os tratamentos e as causas?

Às vezes, só um camarãozinho pode causar um estrago devastador!

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As alergias alimentares ocorrem com certa frequência e podem causar até risco de morte.

O que são alergias alimentares?

Toda reação do sistema imunológico que ocorre logo após a ingestão de um determinado alimento, é uma reação alérgica alimentar. Seja em pequenas ou grandes quantidades, o alimento causador da alergia pode desencadear sintomas que variam de gravidade e que também mudam bastante de pessoa para pessoa. Em casos mais graves, as alergias alimentares podem causar sintomas graves ou até mesmo uma reação com risco de vida – conhecida como anafilaxia.

As alergias alimentares são facilmente confundidas com intolerância a determinados alimentos, que é algo mais comum de acontecer. A diferença é que, no caso da intolerância, a gravidade é menor e não envolve o sistema imunológico do nosso organismo. No caso das crianças, de 6 a 8% são afetadas por alergias alimentares e nos adultos esse índice chega aos 3% da população.

Muita atenção ao que você está ingerindo

Causas

Ao contrário do que muitos pensam, a alergia alimentar não acontece somente quando ingerimos algum produto estragado. Nesse caso, na verdade, não é uma alergia, e sim uma reação a algo que esteja podre, fora do prazo de validade e que não deveria estar sendo consumido naquele momento.

A função do nosso sistema imunológico é proteger o corpo de substâncias que possam atacá-lo, como bactérias, vírus ou toxinas. Porém, em alguns casos, o sistema imunológico pode ser afetado por uma substância que, em tese seria inofensiva, como algum alimento. É nessa hora que acontece a alergia alimentar. Quando isso ocorre, o sistema imunológico produz anticorpos e histamina em resposta a esse alimento que ele identifica como um corpo estranho.

Qualquer alimento pode causar reações alérgicas, mas alguns são os principais vilões. Nas crianças, as alergias alimentares mais comuns ocorrem em:

Ovo
Leite
Amendoim
Frutos do mar
Soja
Frutas secas
Glúten (doença celíaca)

A alergia alimentar geralmente começa na infância, mas pode ocorrer em qualquer idade. Muitas crianças se livram das alergias conforme envelhecem, mas algumas alergias podem durar a vida toda.

Em crianças mais velhas e adultos, as alergias alimentares mais comuns são:

Peixe
Amendoim
Frutos do mar
Frutas secas

Fatores de risco

Existem alguns fatores que podem ser considerados de risco no caso das alergias alimentares. Eles potencializam as possibilidades de uma pessoa desenvolvê-las e valem a pena ser observados:

  • Histórico familiar: uma pessoa está em maior risco de desenvolver alergias alimentares se asma, eczema, urticária ou alergias, como febre do feno, são condições comuns em sua família.
  • Histórico de alergia alimentar: É comum que crianças deixem de apresentar algumas alergias alimentares quando envelhecem, mas elas podem retornar eventualmente quando forem mais velhas.
  • Outras alergias: Se uma pessoa já é alérgica a um alimento, ela pode estar sob maior risco de se tornar alérgica a outra.
  • Idade: As alergias alimentares são mais comuns em crianças e bebês. À medida que envelhecemos, o sistema digestivo amadurece e o corpo torna-se menos propenso a absorver alimentos ou componentes que provocam alergias.
  • Asma: A asma e a alergia alimentar geralmente ocorrem em conjunto. Quando o fazem, tanto a alergia alimentar quanto os sintomas de asma são mais graves que o normal.
A asma e as alergias alimentares podem estar relacionadas

Sintomas de alergias alimentares

Os sintomas de uma alergia alimentar geralmente aparecem imediatamente ou em até duas horas depois de comer. Em casos raros, os sintomas podem começar a aparecer somente muitas horas depois de comer o alimento desencadeador.

Se você apresentar sintomas logo depois de ingerir um alimento específico, é possível que você tenha uma alergia alimentar. Os principais sintomas são urticária, rouquidão e respiração difícil ou ruidosa.

As pessoas também podem manifestar outros sintomas, tais como: dor abdominal, tontura ou desmaio, congestão nasal, náusea e vômitos, falta de ar, cólicas estomacais, irritação nos lábios, língua e garganta, inchaço nos lábios, entre outros.

Tratamento de alergias alimentares

Só existe uma forma comprovadamente eficaz de tratar uma alergia alimentar: evitar consumir o alimento que a desencadeia.

Se a pessoa apresenta sintomas em apenas uma região do corpo (por exemplo, uma urticária no queixo após comer o alimento específico), talvez ela não precise de tratamento, pois, neste caso, os sintomas provavelmente desaparecerão em pouco tempo. Os anti-histamínicos podem ajudar a aliviar o desconforto e pomadas suaves podem oferecer um pouco de alívio aos sintomas.

Qualquer pessoa diagnosticada com alergia alimentar deve sempre carregar consigo – e saber como usar – a epinefrina (adrenalina) injetável. Se você apresentar qualquer tipo de reação grave ou distribuída por todo o corpo logo depois de comer o alimento que causa alergia, injete a epinefrina. Em seguida, vá para o hospital ou pronto-socorro mais próximo.

Agora, com essas dicas, você poderá ficar longe das alergias alimentares ou, caso ocorram, saberá como tratá-las de forma simplificada. Fique atento e cuide bem da sua saúde!

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Escrito por Rodrigo Rebelo

Carioca, marido, pai, boleiro e, sempre que possível, presente nos tatames de jiu-jitsu. Além de marketar há alguns anos, também lavo, passo, mas não cozinho - prefiro evitar que a cozinha exploda. Apaixonado e dedicado em sempre arrancar um sorriso daqueles que amo.