Ah, se fosse meu filho!

Todo mundo já falou ou já ouviu alguém dizer “Ah, se fosse meu filho!” frente a alguma situação com crianças na rua, no shopping, no parque ou até na família.

Ah se fosse meu filho!
Ah, se fosse meu filho!

A cada dia nos deparamos com mais e mais pessoas com o botãozinho do julgamento acionado e que sempre fariam diferente se fosse com o filho delas. Seja a birra, a manha, os gritos, as brincadeiras, os palavrões, qualquer coisa.

O meu filho não faria isso não!
O meu filho não faria isso!

Particularmente, acho mais engraçado ainda quando vejo essas reações de pessoas que ainda não tem filhos. 

to aqui só julgando mesmo
to aqui só julgando mesmo

Ah, Samanta, então você quer dizer que para querer ou não querer algo para meu hipotético filho só é possível se eu for pai / mãe?” Não, gente. Ser pai / mãe, não te dá um certificado mágico de licença de coisas que você pode ou não fazer, querer ou pensar. Você é maior, vacinado, paga suas contas, cuida da sua vida e faz o que quiser.

Não posso julgar, então?
Não posso julgar, então?

O meu ponto é o seguinte: você não sabe o histórico da família, a criação da criança, o que se passa entre as quatro paredes de cada casa. Você não tem o direito de intervir na educação de qualquer pessoa, principalmente se você não foi convidado a opinar. Pior ainda é se você não conhece os pais.

CÊ JURA
CÊ JURA

Ah, mas eu conheço sim! Fulana é minha  ___________________ (prima, irmã, cunhada, amiga, sogra, colega, conhecida) e eu sei sim da história e de tudo de errado que ela faz com o filho.” É legal sim você se preocupar. Sério! Mas por favor, pare imediatamente de imaginar como você faria aquela criança fosse sua. Te dou um único bom motivo: ELA NÃO É.

Não é seu filho, ok?
Não é seu filho, ok?

Mas você não falou ali em cima que eu posso fazer o que quiser? Por que está falando para eu não fazer isso?” Porque eu sou mãe, sou filha e sou amiga de várias mães que se sentem péssimas cada vez que vêem a interferência de uma pessoa que não convive com elas tentando palpitar na criação de seus filhos.

Eu vejo, todos os dias, um monte de pessoas com soluções incríveis na palma da mão para situações que elas não sabem como verdadeiramente se desenrolou para chegar até ali. Você não concorda com alguma coisa? Se preocupa? Tem proximidade, intimidade ou abertura para falar com os pais? Faça isso de modo reservado, chame para conversar. Se você só quer ajudar, não atrapalhe, não interfira, não seja inconveniente. Você também não sabe como a pessoa vai receber isso. Cada um sabe o que é melhor para si e para os seus.  ♥

Comentários

Comentários

Escrito por Samanta Vicentini

Especialista em fazer a família feliz, cozinheira de mão cheia e viajante de fim de semana. Colecionava papel de carta e ainda chora com desenhos animados. Trocou SP pelo Rio por amor e fez até amizade com o verão. ♥

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *